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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Análise didática

Dei uma sumida, mas foi por uma boa causa. A minha análise didática deu um mergulho profundo nestas últimas semanas e minha cabeça anda a mil... Reflexões, devaneios, novas idéias, revisão de valores... Tem sido difícil sossegar tudo isso e me concentrar para ler e escrever. Mas resolvi aproveitar o momento para falar sobre esta questão, a importância da análise didática.

Para Laplanche e Pontalis (Vocabulaire de La Psychanalyse, 1967), análise diática é "a análise seguida por aquele que se destina ao exercício da profissão de psicanalista e constitui a peça chave para a sua formação", ou seja, nada mais é do que a análise à qual se submete o futuro analista.

De fato, é um componente extremamente importante para a formação do psicanalista (e dos psicólogos de maneira geral), eu diria que até mais importante do que os conhecimentos teóricos, pela particularidade da profissão. Para conseguir dedicar sua atenção ao inconsciente do paciente, o analista deve ser capaz de "comunicar-se livremente com o seu próprio inconsciente".

Quando não temos consciência das nossas tranferências, fixações e traumas (eu não disse que isso tudo deve estar superado, disse ter consciência, ok?) corremos o risco de, durante a sessão, misturar o que é nosso com o que é do paciente e tomar atitudes visando lidar com o nosso sofrimento frente à questão tratada naquele momento e não com o sofrimento do paciente.

Quando esta consciência existe, podemos até não ser capazes de ajudá-lo naquela questão, mas somos capazes de perceber esta incapacidade antes de meter os pés pelas mãos.

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