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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Teoria Geral das Neuroses - Parte 9

Por que as pessoas sofrem de ansiedade?

Freud classifica a ansiedade em dois tipos: a ansiedade objetiva e a ansiedade neurótica. A primeira é a reação à percepção de uma ameaça e deve ser entendida como a expressão do instinto de auto preservação; por exemplo, a ansiedade que surge ao ouvir na TV a previsão de um terremoto. A segunda é um estado de alerta constante em que entre todos os possíveis resultados de cada situação sempre se espera o pior.

Enquanto a primeira é algo pontual e saudável, a segunda é constante e está diretamente ligada à psicologia das neuroses. Mas como?

Freud explica que quando a libido não é totalmente satisfeita, seja através do ato sexual ou da sublimação por outros meios, há ansiedade neurótica. Na repressão da libido, a ansiedade surge como moeda de troca para a apreensão, vergonha, agressividade, raiva ou outro sentimento que possa aparecer.

Mas e nas neuroses em que não se nota a presença da ansiedade? Nestes casos, para fugir da ansiedade, o organismo coloca em seu lugar outros sintomas, como os rituais compulsivos nos pacientes com TOC e as paralisias nas histéricas.

Ele também explica que a ansiedade infantil é do tipo neurótica. A criança pequena não tem medo de animais, altura, objetos pontiagudos ou outras coisas que possam colocar em risco sua segurança, é o adulto quem se ocupa de preservá-la destes perigos (e com o tempo ela aprende isso). Geralmente, ela se sente ansiosa quando fica sozinha, quando fica no escuro (não vê ninguém e se entende sozinha?); logo, a causa da ansiedade é a incapacidade de realizar o desejo de ter a mãe (ou outra pessoa) por perto. A ansiedade é a substituta para a incapacidade de satisfazer sua libido com o objeto de amor que lhe faz falta.

Continua...


terça-feira, 31 de julho de 2012

Teoria Geral das Neuroses - Parte 8

Ainda sobre a relação entre sintoma neurótico e sexualidade... (não adianta, é a questão mais polêmica da Psicanálise!)

Freud, sempre se antecipando aos eventuais questionamentos do seu público, fala que sim, que ele já pensou na possibilidade de que nem sempre a neurose tenha como causa a sexualidade. Uma pessoa pode passar a apresentar sintomas neuróticos depois de perder sua fortuna ou de ter alguma doença orgânica grave (nem sempre o problema causador é de origem sexual). Entretanto, Freud observou que isso só acontece quando estas experiências fazem com que o ego da pessoa perca a sua capacidade de lidar com a libido.

Ou seja, mesmo em situações que não tenham nenhuma relação com sexualidade, o indivíduo só passa a apresentar sintomas neuróticos se o seu ego não for forte o suficiente para, sob estas novas condições, encontrar meios para lidar com a libido de forma satisfatória.

Não é interessante? Acredito que muito frequentemente o que acontece é a associação de um sintoma com uma causa sem analisar outras conexões que o inconsciente do indivíduo fez no meio do caminho, antes de chegar ao sintoma. Alguém tem alguma dúvida de que nos exemplos acima (perda da fortuna e doença) o sujeito possa ter a sua sexualidade impactada, seja na realidade ou em fantasia?

Continua...

quarta-feira, 21 de março de 2012

Teoria Geral das Neuroses - Parte 7


Freud fala também sobre uma situação com a qual acredito que boa parte das pessoas já tenha se deparado.

Alguma vez você já teve alguma lembrança da sua infância e ficou na dúvida se aquilo havia de fato acontecido ou se era fruto da sua imaginação?

Ele explica que as lembranças da infância recuperadas no processo de análise são algumas vezes claramente falsas, em outras parecem bem reais e muitas vezes o real e o imaginário se misturam. E no que diz respeito à formação de sintomas, fantasia e realidade devem ser tratadas com a mesma importância. O sintoma pode surgir tanto a partir de um fato quanto a partir de uma fantasia.

Freud cita algumas situações que frequentemente aparecem nos relatos de infância de um neurótico: ter observado os pais durante a realização do ato sexual, ter sido seduzido por um adulto e a ameaça da castração. E, novamente, pouco importa para a formação de sintomas se a lembrança é real ou fruto de uma fantasia do indivíduo.

Continua...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

I´m back :)

Finalmente consegui entrar no blog novamente e percebi que há comentários feitos há vários meses que eu não havia visto (agora aprendi como ativar no blogspot a opção de ser notificada por email sempre que algum comentário for feito).
Semana que vem continuarei minha leitura e os posts sobre Teoria Geral das Neuroses.
Feliz 2012 :)