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terça-feira, 16 de abril de 2013

Teoria Geral das Neuroses - Última Parte

A teoria e a técnica desenvolvidas por Freud têm como base para o desenvolvimento do trabalho o processo de transferência.

Para Freud trata-se da transferência para a pessoa do analista de sentimentos que surgiram em uma outra situação, com uma outra pessoa.

O analista deve utilizar esta transferência para chegar aos conteúdos reprimidos pelo paciente. Ele não deve rejeitar nem defender-se de eventuais declarações ou acusações que o paciente lhe faça, mas ajudar no processo de conscientização desta transferência e na identificação da situação que deu origem a este sentimento.

Para Freud, a transferência é "o campo de batalha onde as forças opostas se encontram".

Entretanto, a maneira como Freud tratava a transferência está meio ultrapassada. Ele só analisava a transferência que acontecia no setting terapêutico, entre paciente e analista; ou seja, para ter uma quantidade de material considerável era necessário que o paciente fizesse análise três, quatro ou até cinco vezes por semana! Algo financeiramente inviável para a grande maioria das pessoas.

Até hoje muitos psicanalistas trabalham assim e entendem que uma sessão de terapia por semana é insuficiente. De fato, se se trabalhar apenas com o que o paciente transfere para o analista, uma vez por semana é pouco mesmo. Mas quem disse que tem que ser assim?

As pessoas não escolhem o "alvo" da transferência, pode ser o terapeuta, o namorado, o chefe ou o vizinho! Caso o terapeuta observe e identifique na fala do paciente outras situações fora do consultório em que a transferência ocorre, ele pode (e deve) usar este material no processo terapêutico.

É por isso e outras coisas que, apesar de eu achar o Freud um gênio no que diz respeito à teoria, há melhores técnicas para colocá-la em prática. Pretendo abordar esta questão futuramente, em outro post.



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