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domingo, 21 de junho de 2015

Divertida Mente: uma aula de psicologia

Ontem assisti Divertida Mente (Inside Out em inglês), uma animação linda da Pixar que retrata os processos psíquicos e as interações entre as emoções de uma forma incrível! Saí do cinema com vontade de ver de novo.

A história se passa dentro da cabeça de uma menina de onze anos que começa a encarar a vida de uma forma bem mais complexa do que fazia até então. É o início do fim da infância, com todos os seus conflitos, alegrias e tristezas.

O filme é primoroso na representação de vários conceitos da psicologia: memórias de curto e de longo prazo, formação dos sonhos, lembranças reprimidas, inconsciente, constituição da personalidade, depressão, amigos imaginários... É um conteúdo muito rico trabalhado com delicadeza e bom humor.

E ele tem camadas. Uma criança menor certamente vai se divertir com as cenas mega coloridas e as situações engraçadas. As maiores vão perceber as sutilezas e o significado daquelas representações. E os adultos... Bom, eu e meu marido passamos a manhã de hoje relembrando o filme, analisando e dando risada.

Recomendo muitíssimo!

domingo, 14 de junho de 2015

O suicídio e os mitos que o rodeiam

Você sabia que o suicídio é a terceira causa de morte na população de 15 a 35 anos no Brasil, ficando atrás apenas de acidentes e homicídio?

Você sabia que as tentativas de suicídio são a segunda maior causa de internação da população de 10 a 19 anos do sexo feminino na rede do SUS?

E estima-se que para cada suicídio ocorram dez tentativas não consumadas.

Trata-se de um problema de saúde pública.

De acordo com um levantamento feito pelo Ministério da Saúde em 2006, a taxa de suicídio no Brasil variou entre 3,9 e 4,5 para cada 100 mil habitantes a cada ano, de 1994 a 2004, ou seja, a cada ano temos aproximadamente 8.000 mortes por suicídio no país. Em 2010, ano em que o Brasil viveu uma das quatro grandes epidemias de dengue, houve o registro de 656 óbitos por casos graves da doença.


Se as mortes por suicídio superam em mais de dez vezes as mortes por dengue por que temos campanha de prevenção para a dengue e não temos para suicídio? Por que não se fala sobre o assunto?

Falar sobre suicídio induz a pessoa ao suicídio? Não, conversar sobre as idéias suicidas de maneira acolhedora ajuda o paciente a sentir-se ouvido e compreendido. 

Quem quer se matar não avisa? Falso. Dois terços das pessoas que cometem suicídio avisam claramente pessoas próximas uma semana antes de fazê-lo.

O suicídio é o desfecho para um sofrimento psíquico extremo. Antes de chegar a este nível o sujeito acumula em seu dia-a-dia gotinhas de rejeição, vazio, solidão, falta de escuta, que com o passar do tempo fazem o copo transbordar.

A melhor maneira de lidar com o indivíduo é ouvindo-o com atenção, compreendendo seus sentimentos e respeitando suas opiniões e valores. Não diminuir o problema da pessoa, nem dizer simplesmente que tudo vai ficar bem. Não fazer julgamentos morais sobre o ato suicida.

Para prevenir o suicídio é essencial que se fale sobre suicídio.

Se quiser saber mais sobre o assunto, coloquei aqui no blog um artigo que escrevi em 2012: Uma Análise Qualitativa Fenomenológica de Cartas de Suicidas.