Este blog encontra-se inativo. Se quiser continuar lendo o que escrevo me acompanhe aqui:http://sheilaromejon.blogspot.com.br/

domingo, 14 de junho de 2015

O suicídio e os mitos que o rodeiam

Você sabia que o suicídio é a terceira causa de morte na população de 15 a 35 anos no Brasil, ficando atrás apenas de acidentes e homicídio?

Você sabia que as tentativas de suicídio são a segunda maior causa de internação da população de 10 a 19 anos do sexo feminino na rede do SUS?

E estima-se que para cada suicídio ocorram dez tentativas não consumadas.

Trata-se de um problema de saúde pública.

De acordo com um levantamento feito pelo Ministério da Saúde em 2006, a taxa de suicídio no Brasil variou entre 3,9 e 4,5 para cada 100 mil habitantes a cada ano, de 1994 a 2004, ou seja, a cada ano temos aproximadamente 8.000 mortes por suicídio no país. Em 2010, ano em que o Brasil viveu uma das quatro grandes epidemias de dengue, houve o registro de 656 óbitos por casos graves da doença.


Se as mortes por suicídio superam em mais de dez vezes as mortes por dengue por que temos campanha de prevenção para a dengue e não temos para suicídio? Por que não se fala sobre o assunto?

Falar sobre suicídio induz a pessoa ao suicídio? Não, conversar sobre as idéias suicidas de maneira acolhedora ajuda o paciente a sentir-se ouvido e compreendido. 

Quem quer se matar não avisa? Falso. Dois terços das pessoas que cometem suicídio avisam claramente pessoas próximas uma semana antes de fazê-lo.

O suicídio é o desfecho para um sofrimento psíquico extremo. Antes de chegar a este nível o sujeito acumula em seu dia-a-dia gotinhas de rejeição, vazio, solidão, falta de escuta, que com o passar do tempo fazem o copo transbordar.

A melhor maneira de lidar com o indivíduo é ouvindo-o com atenção, compreendendo seus sentimentos e respeitando suas opiniões e valores. Não diminuir o problema da pessoa, nem dizer simplesmente que tudo vai ficar bem. Não fazer julgamentos morais sobre o ato suicida.

Para prevenir o suicídio é essencial que se fale sobre suicídio.

Se quiser saber mais sobre o assunto, coloquei aqui no blog um artigo que escrevi em 2012: Uma Análise Qualitativa Fenomenológica de Cartas de Suicidas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário