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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O que eu tenho? Eu preciso de terapia?

É comum as pessoas procurarem um rótulo para aquilo que sentem.

Há esta necessidade de ouvir de um profissional que você está mal, muito mal ou não tão mal assim, como se chama isso que você tem e o que vai te fazer melhorar. O que, quanto, quando, como, com que frequência, por quanto tempo. Queremos códigos classificatórios e números.

Mas e quando aquilo que eu tenho não pode ser medido em um teste de laboratório nem visto em um exame de ressonância magnética? Como é que faz quando o profissional se baseia exclusivamente naquilo que eu verbalizo, expresso, demonstro para dizer o que é que eu tenho? Afinal, quem é que faz este diagnóstico, o profissional ou o paciente?

É só tristeza ou seria uma depressão leve? Timidez ou fobia social? Medo de barata ou nesse nível já é fobia? É normal ficar tão ansioso? Sou metódico ou tenho TOC?

Ah, espera aí, os manuais de transtornos mentais apresentam uma listinha de sintomas a serem preenchidos para se fazer um diagnóstico. Se eu não preencher estes critérios eu não tenho nada! Ufa, que bom! De acordo com o manual eu não tenho nada... Mas e se esse nada está me fazendo mal?

Que tal a gente mudar as perguntas?

Isso que você sente te faz sofrer? Limita a sua vida de alguma forma?  Acho que respostas afirmativas para estas questões são suficientes para indicar que há algo que precisa de atenção.

Ah, então eu preciso de terapia?

Vou responder com outras perguntas: você gostaria de fazer terapia? Você acha que a terapia pode te ajudar? Sim? Então, faça.

Como me disse uma vez o Luis César Ebraico, "terapia não é pra quem precisa, terapia é pra quem quer".

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