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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Trate os outros como você gostaria de ser tratado. Será?

Já ouvi e já falei isso várias vezes. É uma daquelas frases que a gente acha bonita e sai repetindo.

Vamos pensar sobre ela?

Se eu trato o outro como eu gostaria de ser tratado eu estou assumindo que o outro gosta de ser tratado da mesma forma que eu gosto. Eu estou assumindo que o outro é parecido comigo e que gostamos das mesmas coisas. 

E isso não é verdade. A gente assume que é e não se dá conta do quanto esta suposição pode atrapalhar um relacionamento.

Algumas situações hipotéticas para ilustrar:

Eu passo um mês organizando uma super festa surpresa para um amigo, empolgadíssima. Quando o amigo é surpreendido ele não dá bola, não parece estar muito feliz. E eu fico chateada, achando ele um ingrato que não deu valor para uma festa que deu um trabalhão planejar. Eu iria adorar se tivessem feito isso para mim. EU iria adorar. EU. 
Ele é ele. Eu sou eu. Se eu exigir dele a mesma reação que eu teria, provavelmente vou me decepcionar. Da próxima vez, se eu quiser agradá-lo, talvez seja melhor tentar saber do que é que ele gosta tanto quanto eu gosto de festa surpresa.

Eu gosto de arrancar os cabelos brancos do meu namorado e ele não liga que eu o faça. Ele gosta de arrancar os meus cabelos brancos e eu odeio que ele o faça. Ele fica bravo comigo, não entende porque eu não deixo sendo que ele deixa. 
É importante que ele entenda que não somos a mesma pessoa. Ele não se incomoda, eu me incomodo. Se ele não quiser mais que eu faça isso, que me fale, da mesma forma que eu falo para ele que não gosto.

Eu pego uma blusa emprestada da minha irmã e ela fica uma fera. Eu não me importaria nem um pouco se ela pegasse uma roupa minha emprestada, não entendo porque ela ficou tão brava! 
Ela não quer emprestar as roupas dela para mim e talvez nem queira as minhas emprestadas. Ela não é igual a mim. 

Meu filho usa o computador da minha filha sem pedir. Quando ela vê, briga com ele. Eu falo para ele não fazer mais aquilo e, no intuito de fazê-lo entender o lado dela, pergunto para ele como ele se sentiria caso ela pegasse o computador dele sem pedir. Ele diz que não se importaria, que ela pode usar sempre que quiser. Eu não consigo "provar o meu ponto" e fico com cara de tacho.
A gente pode imaginar como se sentiria no lugar do outro para tentar entender como ele está se sentindo. E a gente pode perguntar para o outro como ele está se sentindo. A primeira nunca vai substituir a segunda.

Na dúvida, pergunte para o outro como ele gostaria de ser tratado e, se possível, trate-o de acordo.

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